Os Fatos Mais Marcantes Da História Do São Paulo Futebol Clube

Os Fatos Mais Marcantes Da História Do São Paulo Futebol Clube

Felipe Felipe 20 maio 2020

A série de fatos mais marcantes acerca da história do São Paulo Futebol Clube começa pela sua fundação, como um esboço na virada do séc. XIX para o séc. XX.

Consta que tudo começou com uma reunião de craques no antigo Club Athlético Paulistano, formado pelo que havia de melhor no futebol brasileiro daquela época, com grandes feras que se destacavam dentro e fora do país.

O problema era que, como é bastante comum em qualquer agremiação, alguns pretendiam alçar voos maiores; e ao que parece não era essa a intenção do Paulistano.

Não demorou para que um grupo logo se rebelasse, juntando-se a então tradicional Associação Atlética das Palmeiras, o clube com o maior patrimônio na cidade, mas que, porém, não possuia condições de arcar com os seus compromissos.

A solução? Unirem-se em um único objetivo: Fundar a 27 de janeiro de 1930, por volta das 14 horas, o São Paulo Futebol Clube; como o resultado da sede de profissionalismo dos seus integrantes, repleto de polêmicas e controvérsias acerca dos seus métodos, e que tornar-se-ia, mais tarde, o maior vencedor e maior expressão em títulos do futebol brasileiro.

Mas o objetivo desse artigo é fazer uma lista apenas com algumas curiosidades e fatos marcantes acerca da história do São Paulo Futebol Clube. Curiosidades e fatos interessantes que, de tão curiosos, custa crer que tenham se passado da forma como juram de pés juntos os apaixonados pelo “Tricolor Paulista”.

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1.Estava na primeira partida profissional entre clubes brasileiros

A criação do São Paulo Futebol Clube é marcada por várias singularidades. Foi naquele ano, por exemplo, que houve a primeira Copa do Mundo de Futebol (1930), disputada no Uruguai, de 13 a 30 de julho, tendo o Uruguai como campeão, a Argentina como vice, e, acreditem, os Estados Unidos como 3º colocado.

Mas foi 3 anos após a criação do São Paulo que houve a primeira partida profissional entre clubes brasileiros (1933). E quem eram os clubes na disputa? Justamente o São Paulo Futebol Clube e o Santos Futebol Clube.

A partida foi realizada no dia 12 de maio, com o placar de 2×2. E, a partir de então, o jogo tornou-se um clássico: o “San-São”. Considerado, para muitos, o mais elegante, cheio de singularidades, charmoso e repleto de histórias entre os clássicos do futebol do estado.

2.Deram o apelido de “peixe” ao Santos

Esse é um daqueles fatos marcantes da história do São Paulo Futebol Clube que até tornou-se uma espécie de lenda urbana na história do futebol.

Consta que o apelido de “peixe”, que até já tonou-se imortal e parte do DNA santista, foi uma “homenagem” dos torcedores são-paulinos antes dessa primeira partida profissional entre clubes brasileiros.

Do lado de fora do estádio a provocação tinha um só coro: “Hoje iremos jogar contra o time dos “peixeiros” – em uma alusão ao fato de ser a cidade uma das referências da pesca à época, e ainda famosa por ser a sede do “alvinegro praiano”.

O problema é que os torcedores santistas aceitaram o apelido, e com muito orgulho; e, a partir de então, eles mesmos passaram a se chamar de o “clube do peixe”.

3.O primeiro clube a ter um ex-jogador como presidente

E ele foi Roberto Gomes Pedrosa – goleiro dos bons, e que possui uma história ao menos singular. Basta saber que ele faleceu aos 40 anos de idade, e durante essa trajetória relâmpago teve tempo de iniciar a carreira no Botafogo (1930), assinar contrato com o São Paulo (1938) e encerrar a sua carreira como futebolista em 1940.

A partir daí tornou-se conselheiro do São Paulo ainda no ano de 1940, diretor do Departamento de Futebol em 1941, passou por outros cargos, até tornar-se o primeiro ex-jogador a ser eleito presidente de um clube, em 1947 – Cargo que ocupou até 1954, em um dos fatos mais marcantes da história do São Paulo Futebol Clube.

Hoje esse evento tornou-se corriqueiro. Já não é mais nenhuma novidade que ex-jogadores tornem-se técnicos, conselheiros, presidentes, entre outros cargos assumidos em seus clubes, muitas vezes de coração.

Mas podemos dizer que isso tenha sido uma vanguarda da qual gabam-se os são-paulinos, entre outros inúmeros motivos que eles têm para orgulharem-se do seu clube.

4.O seu presidente deu o nome ao embrião do campeonato brasileiro

O polêmico e controverso torneio “Roberto Gomes Pedrosa”, o “Robertão”, é considerado o embrião do primeiro campeonato nacional de clubes, realizado entre 1967 e 1970, para logo após ser substituído pelo Campeonato Brasileiro.

Jornalistas da época apontam o Robertão como o primeiro torneio a reunir os grandes clubes brasileiros; e ainda por tabela foi o primeiro que realmente pode ser encarado como um evento profissional, lucrativo, com os melhores jogadores, uma fórmula copiada dos grandes campeonatos do mundo, entre outras características.

E o que não é o destino! Foi justamente o primeiro ex-jogador presidente do São Paulo Futebol Clube que deu o nome ao primeiro torneio da era moderna do futebol brasileiro.

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5.A moeda que caiu em pé

Esse é talvez o fato mais curioso, lendário e quase mítico acerca da história do São Paulo Futebol Clube.

Consta que, numa reunião para decidir questões ligadas ao regulamento do campeonato paulista de 1943, um certo dirigente teria, em tom de gracejo, se recusado a perder tempo com tal reunião, já que bastaria apenas jogar um “cara ou coroa” para decidir quem seria o campeão do torneio, Corinthians ou Palmeiras – as duas potências da época.

Mas, para a surpresa de muitos, o dirigente do São Paulo teria levantado a hipótese de o seu clube ser o campeão daquele ano. O que o dirigente retrucou dizendo que as chances de o São Paulo ser campeão naquele ano seria a mesma de que, naquele “cara ou coroa”, a moeda caísse em pé.

Bom, o que se diz é que foi exatamente o que aconteceu! A moeda simplesmente caiu em pé! E o tricolor paulista, reforçado com algumas feras da época, conquistou o campeonato daquele ano, em um empate contra a poderosa Sociedade Esportiva Palmeiras.

E a taça? Uma moeda de pé sobre um pedestal. Que até hoje faz parte das relíquias do clube, em um dos eventos mais surreais da história do futebol.

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